Esperam de nós grandes atos, passeatas Para lançarem seus cães de aluguel Mas estaremos nas casas, falando, debatendo Apoiando e resistindo, à espera da hora certa. Esperam de nós como nos tempos passados, Mas sabemos: hoje é diferente, somos novos! Se aproveitam que tudo está nas redes, virtual e publica. Estaremos no particular de cada um, de um em um, coordenados. Novas atitudes teremos, sem que possam controlar. Esperam de nós raiva, fúria e caras pintadas, fechadas. Não seremos alvos de tiros, da borracha no olho, ódio no coração. Ninguém soltará a mão de ninguém, e todos dançaremos A mais bela canção da liberdade. Nisso hino. Somos todos necessários, do mais brando ao mais radical. Inspirados e inspirando, honrando cada qual sua função. Seremos o melhor da alma humana, no Mundo, no Brasil. Seremos para além de resistentes, motores inspiradores. Pois inspirar arrasta mais que convencer. Inspirar é ser o que a nação precisa, anseia. E não apenas dis...
29/10/2006 Para mim todo brasileiro deveria ganhar dinheiro. Que no final de um ano inteiro pudesse se sustentar. E ao menos um carro novo comprar. Que em saúde e alimentação sejam plenos, E a erradicação da fome, doenças e maldição, nem passassem e nem saíssem da preocupação de ser pleno para viver sempre e mais. Que a segurança fosse limpa, que na rua em paz a criança brinca, e no crime não tivesse oportunidade, se pela via do trabalho e dignidade, ela cresceria pela paz e com a paz. Que o menino não fosse pobre, mas sábio desde pequeno. Aos 7 anos lendo e escrevendo, interpretando e calculando, para aos 16 ser alguem pleno. Que o mais pobre tenha muito mais do que simplesmente o que comer. Mas que tenha acesso a tudo que provem de seu trabalho, que pertence a ele, a sua nação. Dignidade não é pouco não.
Irão nos interceptar, estudar e captar nosso silêncio. Serão estrategicamente contraditórios para nós derrotar. Mudarão suas táticas para nos confundir, cooptar. Sem perceber, saberemos ser flexíveis, surpreendentes, Alterando nossa rota, sempre opostas as rotas deles. Onde não estão, estaremos. Onde estiverem, estaremos. Onde são queridos, seremos amados. Onde são temidos, seremos força. Onde são confusos, somos simples e óbvios. Onde são óbvios, seremos poesia. Eles serão ardilosos e nós seremos nós: Seremos jovens e rápidos, espertos e sorridentes. Seremos o que nos caberá ser a cada momento, Pragmáticos no agir, firmes no querer. Sangraremos, cairemos e sofreremos na alma, Mas não em vão, se o fizermos por nós, nosso bem, o bem de todos. Pois faremos.
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